Sob um céu de nuvens fáceis
O dia respira com a garganta inflamada
As buzinas estão roucas
As pessoas pigarreiam murmúrios tortos
E as esquinas estão lá, seja dia útil ou feriado
A brisa é um vento de engenho gentil
Faz esquecer as tragédias por trás de seu colo de mãe
Quando o dia termina no último farol vermelho
Lá vem a hora do vampiro
E os resfriados da noite não respeitam nem crianças
A sombra dos prédios atravessa tudo que se move
O sangue só circula porque corre da penumbra fria
Enquanto os dentes mordiscam fumaças
O asfalto lamenta ser chão
E a cidade só é bonita olhando-se das montanhas
Segunda-feira, Junho 21, 2010
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2 comentários:
as esquinas, a cidade, a sombra, os prédios, o asfalto.
imagético pra caramba.
ficou ótimo!
grande abraço!
Seus poemas são alentos...
Sinto paz em vir aqui.
Beijos
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