Quando você nascer de novo
E teus pés ancorarem na praia
E tua nau feita de cedros
E tua espada de pirata bêbado
E teu mapa velho rabiscado
Quando você nascer de novo
E as ondas silenciarem nas rochas
E os marujos remarem com força
E as bandeiras tremularem vivas
E teu tesouro dentro do baú
Quando você nascer de novo
E tua gripe voltar forte
E teus prisioneiros fugirem
E tua ordem cega e louca
E tua roupa de escrivão
Quando você nascer de novo
E tuas cartas apagadas
E todas as garrafas vazias
E os ventos latirem como cão
E teu amor à deriva
Quando você nascer de novo
E teus livros fáceis esquecidos
E as palavras boas roídas
E teus serviçais rebelarem
E tua fé envenenada
Quando você nascer de novo
E tua ilha de uma rua só
E teu alimento diário
E a morada à beira-mar
E o naufrágio da morte
E teu sorriso de Deus
Quarta-feira, Junho 30, 2010
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