terça-feira, novembro 29, 2011

Livros "esquecidos" viram bem comum em projeto da Biblioteca Municipal de Joinville


A Biblioteca Municipal de Joinville "esqueceu" em vários pontos da cidade mais de 70 títulos de literatura. Trata-se do Projeto "Soltos na Cidade", que pretende deixar em praças, pontos de ônibus, bares ou qualquer outro lugar, livros que podem ser levados para casa e apreciados sem compromisso. A ideia é que o leitor "esqueça" também o livro, depois de lido, passando adiante a obra e o despertar da leitura.

Soltos na Cidade é uma das ações do município que fazem parte do Programa Joinville Cidade dos Livros e, segundo, Alcione Pauli, coordenadora da Biblioteca, está apenas no início. A ideia é que muitos livros que já estejam catalogados e com exemplares sobrando, façam parte do projeto. Escritores que fazem parte da Confraria do Escritor já doaram livros seus para o "Soltos na Cidade".

A pessoa que pegar o livro, lerá na primeira página o seguinte texto:
"Esse livro chegou até você. Ele não pertence a ninguém. Está Solto na Cidade! Após ser lido, ele poderá ser deixado (esquecido) em praças, pontos de ônibus, bares ou qualquer outro local público, para que seja achado por alguma pessoa interessada em lê-lo. Faça o mesmo, libere os seus próprios livros para que outros possam aproveitá-los! Caso queira, mande-nos um e-mail com o seu comentário a respeito do projeto para biblioteca@joinville.sc.gov.br ou ligue 55 (47) 3422.7000. Boa leitura!"

É possível fazer doações para o projeto, desde que o livro não esteja rasgado ou rasurado. Os contatos são os mesmos do texto acima.

segunda-feira, novembro 14, 2011

Por assim dizer

Nem sempre talvez seja quase
Às vezes, contudo, pode ser
Mas aí, quem sabe

Ao menos, agora, foi por pouco
Um estalo, se tanto, de entreouvir
No vão do olhar, por assim dizer

Talvez um pardal inquieto (e qual não é)
Um cisco no vento, quem diria
Dançando sem música

Também pudera ser a casa
Num ranger de dentes e tijolos
É muito imaginar, todavia

O mais provável, isto é, o impossível
Seria o quebrar dos gravetos
Por teus passos de pródigo, diga-se

Aliás, se, de fato, voltares
Me verás meio assim, sei lá
Entre vírgulas, entre tantos poréns

Contudo, não sei se isso foi há pouco
Ou uns três anos atrás
Quem sabe dez, ou quase

Quem dera dizer o certo, quiçá a verdade
Lembrar do estalo como explosão
No desabrir do olho
(ou no fechar derradeiro da porta, vai saber)
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