domingo, janeiro 19, 2014

Chamamento


Teu nome não me dorme
Tem a pronúncia da insônia
E o som das horas escuras

Guardo cada sílaba no úmido da língua
Sei de teu apelido de escola
E os diminutivos usados em família

Tua palavra não me foge
É um arpão fisgado na carne
Letra tatuada na pele da memória

Teu nome me grita e me arde
Fosflorescendo no canteiro da noite
É signo raro, verbete de luz

Teu fonema me chega vagalumeando
Eu, sonâmbulo, escuto o vagar das marés
Soletrando rimas contra a pedra da alma

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