terça-feira, maio 20, 2014

Metades


Depois das 13h57, minha alma terá dias e noites iguais
Iguais
no tempo
na angústia do sol
no enigma da lua
na intensidade da noite

Verei minhas metades inteiras
Plenas
no fenômeno da incompletude
na inteireza da ausência
no vazio necessário

Saberei do cair das folhas secas
Sepultando
minuto a minuto
as horas dos dias que me restam
as estações dos anos que me faltam

O outono é aviso
pai dos corações desabrigados
mãe das almas inquietas
soberano senhor das igualdades
realçando o frágil de nossas correntes

Nenhum comentário:

Google