Nem sempre talvez seja quase
Às vezes, contudo, pode ser
Mas aí, quem sabe
Ao menos, agora, foi por pouco
Um estalo, se tanto, de entreouvir
No vão do olhar, por assim dizer
Talvez um pardal inquieto (e qual não é)
Um cisco no vento, quem diria
Dançando sem música
Também pudera ser a casa
Num ranger de dentes e tijolos
É muito imaginar, todavia
O mais provável, isto é, o impossível
Seria o quebrar dos gravetos
Por teus passos de pródigo, diga-se
Aliás, se, de fato, voltares
Me verás meio assim, sei lá
Entre vírgulas, entre tantos poréns
Contudo, não sei se isso foi há pouco
Ou uns três anos atrás
Quem sabe dez, ou quase
Quem dera dizer o certo, quiçá a verdade
Lembrar do estalo como explosão
No desabrir do olho
(ou no fechar derradeiro da porta, vai saber)